A 13ª Tribo de Israel
Parte-2 (recebido Antonio em 2001)
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«O tempo em que afinávamos individualmente os nossos instrumentos terminou;
é tempo para, todos juntos, criarmos uma sinfonia.»
Anónimo
Falar ou aventurar-se a falar de Jesus Cristo é sempre, não somente um assunto delicado mas também pode ser um enigma para muitos de nós. Todas as histórias a propósito da existência de Jesus parecem começar na Bíblia, onde é declarado que ele é o único filho de Deus, o milagroso, o salvador, aquele que traz a luz à humanidade. No entanto foi também a partir desse manuscrito que as crenças surgiram e muitas interpretações do que está escrito.
O meu estudo sobre as várias opiniões de múltiplas religiões confirma que, de facto muitas modificações e alterações foram feitas à historia de Jesus. É provável que tenham sido feitas com boas intenções, no entanto acredito hoje que se distanciaram da sua verdadeira essência. Neste capítulo vou partilhar convosco a minha descoberta. Mas antes de ir mais longe quero que saibam que são livres de pensarem e crerem naquilo que o vosso coração pede, e é assim que deve mesmo ser.
O diálogo entre o Rubert e eu a respeito de Jesus não tem por intenção mudar aquilo que foi escrito, aliás, peço-vos simplesmente que tenham uma mente aberta sem necessariamente agarrar-se a nada. A minha única intenção aqui é partilhar o que julgo ser um diálogo extraordinário de informação provocadora entre mim e o meu espírito guia Rubert. Como vós, jamais eu pensava que este diálogo iria tomar a direcção que tomou. Espero que gostem e que vos dê respostas às possíveis perguntas que possam ter.
“Rubert… estás comigo?”
“Sempre contigo António!… mais próximo de ti do que tu próprio (riso)… que posso fazer por ti?”
“Não tenho dúvida nenhuma Rubert e quero que saibas que agradeço imenso a tua presença incondicional. Hoje gostaria de conversar contigo sobre a vida de Jesus Cristo, tens essa informação?”
“Espera um pouco… sim, tenho acesso a ela!”
“Estás disposto a partilhá-la comigo?”
“Por que razão desejas esta informação?”
“Curiosidade!… talvez a minha sede de saber a verdade! Como sabes sempre questionei o que se diz a propósito dele.”
“Podes continuar António, no entanto prepara-te para viver uma grande surpresa.”
“Porque é que dizes isso?”
“(riso) Se eu te dissesse, então qual era a surpresa?”
“Sim, tens razão, mas desde que te conheço que me surpreendes, já começo a estar habituado. Se estás de acordo então vamos começar. Deixa-me ver as minhas notas para não começar do avesso… ok… foi-nos ensinado que Jesus é o filho de Deus. O Cristianismo crê e a Bíblia declara que ele é o Messias e o único filho de Deus. Será que essas declarações são verdadeiras?”
“Um Messias, um libertador, um líder… seja o que for, ele não é o único filho de Deus. Pensa bem… se ele fosse o único filho de Deus, então tu, eu e todos os outros não teriam pai. A noção que Jesus era o único filho de Deus, foi criada pelas autoridades religiosas simplesmente para servir um objectivo.”
“Que objectivo?”
“Esse objectivo é algo que vamos falar ao longo deste diálogo. Deixa-me começar dizendo que, se Jesus soubesse que as suas palavras iriam causar tanta discórdia e interpretações distorcidas, ele nunca teria aberto a boca. Não importa o que as religiões declaram, a verdade é que somos todos filhos de Deus, partículas do Corpo Celeste – pulsações da Consciência Cósmica – originários dessa grande e eterna fonte a quem chamam Deus. Aos Seus olhos todos somos iguais e todos somos importantes. A diferença entre Jesus e muitos de vós é apenas o nível de evolução. Embora Jesus esteja num nível de evolução mais alto, isso não exclui o facto de que todos somos irmãos e irmãs cósmicos.”
“Compreendo. Então quem era Jesus na realidade?”
“Jesus era um grande filósofo, um individuo que conhecia as principais chaves da vida, que era capaz de compreender e distinguir os vários desafios da humanidade. Jesus, como muitos outros mestres, decidiram encarnar munidos de uma missão particular, tendo como objectivo, trazer Luz à humanidade e assim elevar o estado de consciência.”
“Num diálogo anterior Rubert, tu disseste que Jesus tinha sido concebido noutro plano de existência e que foram os Jardineiros do Universo quem o prepararam. Agora falas de encarnação… confesso que estou um pouco baralhado.”
“Sim, eu disse-te que foram os Jardineiros do Universo que prepararam um corpo físico para a sua Alma e antes que tu me digas que ele poderia ter sido concebido na terra como muitos de vós, deixa-me continuar dizendo que se ele tivesse vindo à terra dessa forma, os resultados da sua missão teriam sido muito diferentes. Para que tu possas compreender melhor, a missão da sua Alma era demasiado intensa e complexa para ser suportada por um cérebro e um corpo dessa época. Seria impossível para ele, absorver e transportar toda essa quantidade de informações e conhecimentos que ele devia transmitir à humanidade.”
“Como muitos de nós?… queres dizer que há, houve ou haverá mais como ele?”
“Claro! Trata-se de uma participação e de uma maneira de acelerar a evolução. Estás a compreender António?”
“Confesso que não é algo simples…”
“Pensa nos computadores que tiveste até agora.”
“Sim!?”
“Porque é que os trocaste?”
“Porque é que os troquei?… Pela mesma razão que todos o fazem, mais memória, mais rapidez… ah!!! agora estou a compreender!… confesso que é fascinante. Rubert, quando falas de mestres, pessoas como essas, queres dizer que são entidades com poderes especiais?”
“Não necessariamente António, isso seria dizer que o meu poder é mais especial do que o teu ou que a tua mão direita é melhor do que a tua esquerda. A verdade, e eu repito, tudo são fragmentos do corpo Celeste e da consciência cósmica. Aqueles a quem chamamos mestres são apenas Almas anciãs que acumularam uma sabedoria profunda através dos tempos e que decidem tomar forma física, fora da lei do karma, para ajudar a evolução e elevar a consciência. A vinda de Jesus, cuja missão era de provocar uma grande mudança na consciência humana, era necessária nesse momento particular na vida terrena.”
“O que é que queres dizer com isso, fora do karma?”
“Fora do karma quer dizer que não estão aqui por razões próprias, apenas voluntários e dedicados a um plano e a uma missão colectiva de evolução.”
“Interessante!… É verdade que havia escritos a propósito da vinda de Jesus antes da sua vinda?”
“Sim! A reclamação da sua vinda foi projectada no universo pela consciência colectiva centenas de anos antes da sua vinda.”
“Se ele foi chamado centenas de anos antes, a consciência colectiva que o chamou já não estava quando ele chegou, porque é que ele só veio centenas de anos depois?”
“A consciência não é sólida António, mas sim frequências em movimento. A consciência que projectou esse pedido foi a mesma que o manifestou. A consciência é a mesma, mas também se trata de uma questão de tempo propício. Tudo na forma tem etapas a seguir.”
“Muito foi escrito a seu respeito na Bíblia, há algo de verdade nesses escritos?”
“Algumas sim, outras não. Como já te disse várias vezes, está na natureza humana alterar a informação. Embora bem estudado e estruturado antes de ser escrito, muito do que aparece a propósito de Jesus nos capítulos de Mateus, Lucas, João e outros, ao leres poderás constatar que existem muitas contradições. A Verdade é a Verdade, a Luz é a Luz não há contradição, simplesmente elas são. A Bíblia foi escrita por homens António, homens que procuravam o poder e o controle. Se leres atentamente o velho testamento e depois comparares com o novo, tu descobrirás um Deus bastante diferente. No primeiro testamento tens de enfrentar um Deus que tem pouca tolerância, que é vingativo, muito impaciente, selectivo e ansioso. Depois, no novo testamento, ouves falar de amor, inclusão, compaixão, perdão e de tolerância. Não é Deus que mudou, é o mensageiro Jesus que apresenta uma personalidade diferente de Deus ao vosso mundo.
Embora Jesus fosse popular entre o povo, ele não era bem visto pelos olhos daqueles que reinavam. A razão não era bem o facto de ter o título de rei dos reis, como está escrito na Bíblia, mas sim porque ele era um rebelde sem medo. Um que exprimia o que sentia, ele falava a sua verdade e partilhava a sua luz. Jesus dizia ao povo que eles não tinham que pagar impostos aos romanos, porque os romanos nada faziam por eles. Dizia-lhes também que não necessitavam de ir às igrejas para encontrar o Deus vivo, porque Deus estava sempre com eles. Até à chegada de Jesus ninguém ousava falar directamente com Deus, era simplesmente interdito. Deus não falava a qualquer um e sobretudo em qualquer lado. Jesus predicava o contrário de tudo isso e falava de independência e dizia não à dependência. Os seus ensinamentos falavam de amor, aceitação e de liberdade responsável. O seu objectivo era ensinar que Deus estava em tudo o que existe e não somente em algumas coisas, como predicavam os dirigentes religiosos dessa época. O império e o clero controlavam através do medo.
Jesus era popular porque a sua filosofia não era controlar pelo medo, mas sim libertar através do amor. Os profetas tinham predito que um libertador viria um dia libertar o povo. Como podes constatar, Jesus era efectivamente uma ameaça para aqueles que detiam o poder, por essa razão, diversos atentados e conspirações contra ele existiram. Embora o que vou dizer te possa incomodar, muitos daqueles que a vossa sociedade chama de ‘santos’ estavam implicados nessas conspirações para assassinar Jesus.
Deves ser prudente na tua decisão de confiar na palavra escrita, porque elas nem sempre são exactas quando escritas por aqueles que governam ou por aqueles que a posição social depende do que escrevem. Não foram os que detiam o poder que proclamaram os ‘santos’? Tudo o que fizeram, a sua própria agenda era para guardar e manter o poder. No entanto as coisas não mudaram muito na vossa sociedade de hoje. Continuam a ser aqueles que detêm o poder que escrevem as leis, decidem o vosso futuro, controlando assim a vossa liberdade e o acesso à informação. Apenas te conto o que se passou, sem julgamento e sem condenação. Ao leres a Bíblia, tu verás que foi o clero quem pôs pressão no Pôncio Pilatos para que ele condenasse Jesus. António, esta informação tem como fim te iluminar, sem intenção de te convencer. Ofereço-te uma perspectiva diferente daquilo que te foi dito. O ministro que decidiu aumentar o vinho é o primeiro a obtê-lo gratuitamente. Aqueles que escrevem as leis não as seguem necessariamente. As modificações e contradições que tu descobrirás na história de Jesus não são as únicas que descobrirás através da história do vosso planeta.”
“Nesse caso Rubert, tudo o que escrevo aqui também pode ser questionado. Como é que posso ter credibilidade se tudo o que escrevi até aqui foi canalizado? O que é que tu pensas que as pessoas vão dizer quando lerem que Jesus foi concebido noutros planos de existência e pelos Jardineiros do Universo?”
“Talvez não sejas credível e ninguém tem de acreditar em tudo o que escreves através de mim. No entanto muitos acreditaram e continuam a acreditar que Maria, concebeu Jesus através do espírito santo. António, o que é importante é guardar o espírito aberto às possibilidades e às diferenças. Tudo o que vos peço é que possam reflectir profundamente no que está a ser escrito e que a informação seja partilhada. A verdade está em cada um de vós. No entanto, há evidencia do que te estou aqui a dizer, embora tenha sido alterada e modificada em muitos dos vossos escritos, existem muitos outros manuscritos, fora do vosso alcance, que são o eco de tudo o que te tenho transmitido. Estão muito bem guardados, escondidos por aqueles que detêm o poder. As minhas palavras com respeito aos Jardineiros do Universo e de naves espaciais podem parecer esquisitas ou mesmo ridículas, no entanto não querem dizer que nada disso possa existir. Mesmo a Bíblia faz referência à sua existência, ela dá-te ligeiras indicações daquilo que eles não querem que saibas. Se tu leres com atenção, descobrirás que a Bíblia fala de uma relação evidente com o espaço, fogo no céu, anjos a voar em naves luminosas. Se abrires a Bíblia no capitulo Revelação poderás identificar uma nave ou duas.”
“A Bíblia também diz em muitos lados para termos atenção aos falsos profetas?”
“Sim!, e o que pensas tu?”
“A razão não sei, mas sei que aparece muitas vezes. Se me fio no que está escrito, os falsos profetas são aqueles que desviam o homem de Deus, ou coisa parecida.”
“Se Deus é tudo o que existe, como é que é possível que o homem se possa desviar de Deus? Quando isso foi escrito, a motivação era para que o homem não fosse tentado a ir em busca de informação noutros lados. No entanto, o mundo está efectivamente cheio de falsos profetas, todos eles são necessários e todos fazem parte da busca da verdade. Os que escreveram isso sabiam muito bem que mais cedo ou mais tarde iriam ser confrontados e a sua doutrina posta em causa, fizeram-no como forma de protecção. Aliás, através dos tempos muitos foram condenados à morte por o terem tentado. António, bem-vindo ao mundo maravilhoso das interpretações, onde as coisas não são verdadeiramente aquilo que parecem ser.
António, somente os grandes homens escrevem a verdade a propósito deles próprios e os grandes homens são raros. Hoje as coisas não mudaram, os que detêm o poder continuam a controlar através do medo, no entanto é o medo que os incita a alterar e a esconder a informação. Já notastes que és constantemente bombardeado pelas noticias mediáticas, catástrofes, guerras, assassinatos, violações, tudo isto tem por fim desequilibrar-te, encher-te de medo. Uma vez instalado o medo, tu és facilmente controlado.
Os ensinamentos de Jesus eram simples e de uma ternura lógica. O clero que predicava uma filosofia complexa seguida de contradições massivas, não apreciava nada esta simplicidade, com o medo de perder o controle da população que eles dominavam através da complexidade das suas escrituras. Quando mais as escrituras eram complicadas e complexas, menos elas eram compreendidas ou postas em causa. Com a vinda de Jesus o medo de perder o controle tornou-se uma enorme inquietação para as autoridades.”
“Admito que não devia ser nada fácil para ele. A história que diz que Jesus foi ao deserto para ser tentado pelo demónio, tem algum significado?”
“Sim! Mas ela tem outra interpretação. Essas caminhadas eram para meditar e consultar telepaticamente os Jardineiros que lhe davam a informação necessária para poder continuar a sua missão. Eram essas informações que o ajudavam a enfrentar os obstáculos e as limitações que se lhe apresentavam. A função dos Jardineiros era de o supervisionar e dirigi-lo ao seu objectivo, produzir uma mudança na consciência humana. Ele teve vários encontros dessa natureza.
Jesus nunca mencionou os Jardineiros, ele dizia sempre que eram mensagens que Deus, seu pai, lhe dava. Nessa época era a coisa mais simples e eficaz a dizer ao povo.”
“Tens a certeza Rubert? Podia também ser Deus que lhe falava no deserto, não podia?”
“Não António!… Compreende que Deus está muito acima desse tipo de coisas. Nós somos partículas do seu corpo e detemos um saber infinito. Deus simplesmente permite as experiências de ser. Deus não interfere de modo algum em nenhuma experiência, porque Deus é a EXPERIÊNCIA. Tudo o que se passa na terra, faz parte de um desejo colectivo de experimentar através da forma, o que nos permite crescer e evoluir na sabedoria.
Nós, a partir do reino espiritual, poderíamos arranjar tudo em poucos minutos. Nunca duvides que Deus pode mudar tudo mais rápido do que tu possas imaginar. No entanto não é assim que o jogo deve ser jogado. Imagina, por exemplo, graduar a escola sem nunca passar por ela, simplesmente receber as soluções de todos os exames. Tu, como todos os outros, estão aqui por vontade própria para passar testes; evoluir e experimentar através de um corpo que é limitado, frágil, complexo e emocional.
Todos nós fazemos parte integrante das regras e do reino onde se joga o jogo. Eu, tu e todos os outros na terra e neste reino, somos peões necessários à conclusão de um objectivo mais elevado. Como num filme por exemplo; para a sua realização, é necessário produtores, directores, actores, engenheiros de som, engenheiros de luz, etc., etc. Embora todos diferentes e cada qual no seu lugar, todos os esforços e o imenso trabalho são unidos num objectivo comum.
Agora… se Deus se revoltasse e arranjasse tudo, qual seria o motivo atrás desse jogo de evolução? Qual seria a expansão?”
“Compreendo e agradeço a tua explicação Rubert! Falando agora de algo que me interrogo muitas vezes, os milagres que Jesus fez, mais uma vez a Bíblia cita que ele fez muitos?”
“A palavra milagre ainda não é bem compreendida por muitos de vós. Em primeiro lugar, todos vós sois milagreiros, basta olhares para o teu corpo físico, mental e espiritual, tu és um ser perfeito, tu és um milagre porque provéns do invisível (que não se vê? Ou indivisível? Que não se divide). No que diz respeito aos milagres, como por exemplo, curar e outros, existe uma fórmula atrás daquilo que chamam milagres. A todos aqueles que ele tratava, curava e libertava, ele efectuava milagres, no entanto essa fórmula, algo que vamos falar, não funcionava em todos. Cristo possuía poderes de cura, aliás, como todos vós. No seu caso, ele unia a sua fé e a sua convicção de poder curar com uma medicina muita avançada e ao mesmo tempo, bastante antiga. Ele foi instruído na arte de manipulação de energias; terapias à base de ervas, massagens, óleos, aromas, e tratamentos muito similares ao que chamam hoje reiki. Todo aquele que o procurava poderia facilmente obter um alivio, uma cura. Ele servia-se também daquilo a que chamam hoje hipnose. Muitos tratamentos, curas emocionais e intelectuais foram efectuados através desta ciência. A maioria, para não dizer a totalidade de todas essas ciências, eram bem conhecidas e praticadas pelos povos do Oriente, onde Cristo as aprendeu.”
“Se todos os seus poderes de cura vinham de conhecimentos orientais, então Cristo não possuia nada de especial!”
“Os seus olhos!”
“Os seus olhos? Não compreendo!”
“Sim, é verdade, qualquer um poderia aprender essas artes e praticar a cura, no entanto, nem todos poderiam praticar e utilizar essas ciências da maneira como ele o fazia. Os seus olhos eram de facto um complemento à sua personalidade planificada e o seu olhar era mágico. Cristo era persuasivo, caloroso, amoroso e ao mesmo tempo muito poderoso. Ele era capaz de curar e ao mesmo tempo manter os inimigos à distância. Ninguém compreendia esse olhar poderoso que ele possuia e era por essa razão que o temiam.”
“Admito que tudo isso é muito curioso; caloroso, amoroso e ao mesmo tempo faz medo, é como se não fizesse sentido.”
“António, está na natureza humana temer aquilo que desconhece. Quando Cristo se punha em pé face a face a alguém, com um olhar directo e sem pestanejar, aquele que se encontrava na sua frente fraquejava. A sua bondade e o seu amor produzia pura luz. Quando pões a escuridão em frente à luz ela enfraquece automaticamente!”
“Estou a ver. Com respeito à ressuscitação de indivíduos mortos. Não me digas que ele também aprendeu isso em ensinamentos orientais?”
“Não! Todos aqueles que ele ressuscitou, simplesmente não estavam mortos, encontravam-se apenas em estado comatoso. O povo dessa época não compreendia e desconhecia o estado de coma, algo que Cristo conhecia muito bem. Ainda não há muito tempo na vossa época, houve descobertas que provaram que pessoas foram enterradas vivas. O facto de os restos mortais estarem todos torcidos indicava que essas pessoas se tinham mexido dentro dos caixões, quer dizer, enterradas vivas. Aos olhos das pessoas dessa época, era natural que vissem nisso ressuscitações, uma espécie de milagre. Ora, como ainda acontece hoje na vossa sociedade, quando a palavra viajava de aldeia em aldeia e de cidade em cidade, os factos ampliavam-se de maneira considerável.
Muitos predicadores proclamam curar em nome de Cristo, mas na realidade, muitos deles efectuam as mesmas técnicas que Cristo utilizava na sua época. Efectivamente, muitos podem possuir certos conhecimentos avançados que Cristo possuia em terapias medicinais e psicológicas, no entanto, a verdadeira cura começa com o desejo e com a fé de se curar. Nenhum desses predicadores cura através de Cristo como entidade. A cura vem a vós porque todos são parte integrante de Cristo, e todos detêm o poder de se regenerar e a informação necessária que vem do universo apenas tem de ser captada por vós para vos ajudar ao restabelecimento. Como tudo o que experimentam, a cura tem de começar com o desejo de se curar. Logo que o desejo existe, há uma manifestação e essa manifestação pode vir de várias maneiras. Quer seja uma fé profunda em Cristo ou noutras entidades, esse facto sincero pode e fará com que a cura se concretize. Quer seja numa igreja, num hospital, na rua ou em casa, pouco importa o lugar onde se encontram, se houver fé e convicção a cura virá.
A cura é uma mensagem, uma resposta muito positiva ao vosso diálogo interno, o que por sua vez muda a maneira como as vossas células comunicam e se trocam, produzindo assim tecidos musculares que são prósperos e saudáveis.”
“O que é que acontece com aqueles que enchem estádios com promessas de produzir milagres, mas que nem sempre funciona?”
“Como já te disse, quando o DESEJO ENCONTRA A FÉ, os milagres produzem-se!”
“Parece uma fórmula.”
“E é!… António, seja qual for a força e o poder do teu transmissor, não servirá de grande coisa se não houver receptor.”
“Sim… compreendo, mas por vezes tudo isso me parece muito esquisito. Há sempre algo a vender e dinheiro a fazer.”
“O que é totalmente normal António. Tu existes num mundo físico, numa dimensão de forma. Embora seres espirituais, quando na forma, são sustentados por substância material. O dinheiro é o meio mais fácil e mais eficaz de trocar serviços. Imagina se tivesses de pagar o teu dentista com sacos de cebolas (riso), tens de admitir que seria um pouco complicado, para ti e para o dentista, que por sua vez não saberia o que fazer de tanta cebola. Os mitos com respeito ao dinheiro foram introduzidos por aqueles que o queriam e o desejavam de maneira ambiciosa. Embora a memória continue, esses tempos passaram. Não há nada de incorrecto em aceitar presentes ou de cobrar pelos serviços. António, mesmo Cristo era um homem rico a fazer o que fazia. No entanto, se te sentires explorado, também deves saber que talvez seja tempo para ires a outro lado. Mesmo isso faz parte da tua viagem evolutiva para reconheceres os factos.”
“Cristo era um homem rico!? Sempre nos foi dito que ele era um homem humilde e pobre.”
“Diz-me, quem é que reclama representar Cristo?”
“Aquele que diz representar Cristo, no meu conhecimento, é o Papa!”
“Já reparastes como ele é pobre e humilde também?”
“Deves estar a brincar?”
“António, que Cristo fosse considerado como um homem humilde, isso depende sempre do ponto de vista de cada um, não te esqueças que Cristo também era um homem directo e um que feria por vezes. Como sabes, a verdade ainda hoje fere. A ajuda que Cristo oferecia era uma ajuda responsável, ele não dizia sim a todos e também era muito capaz de ignorar os que jogavam a falsa fé. No que diz respeito à sua riqueza, tens de compreender que até era impossível para ele não o ser. Todos os que procuravam os seus serviços traziam presentes para lhe agradecer. Aliás, ainda hoje, fora do dinheiro, as pessoas têm tendência a agradecer fazendo ofertas com bom coração aqueles que os ajudam. No entanto, também é verdade que Cristo partilhava uma grande parte da sua riqueza com aqueles que necessitavam, não te esqueças que ele era a encarnação da generosidade e da compaixão.”
“Faz todo o sentido. Uma coisa, o que é que tu queres dizer com ajuda responsável e falsa fé?”
“Por vezes a melhor maneira de ajudar alguém é não ajudar. Sim, haviam muitos que necessitavam de ajuda, mas também haviam aqueles que deviam vir a termos com uma profunda compreensão da sua própria situação. Mesmo hoje encontras pessoas que detêm tudo o que lhes é necessário para fazerem uma mudança nas suas próprias vidas, mas que escolhem a via do drama. Tentar ajudá-los seria apenas alimentar um capricho. No que diz respeito à falsa fé, basta olhares bem para constatares que muitos são dotados de uma fé bastante condicional. Eu dou-te se tu me deres – eu amo-te se tu me amares.”
“Compreendo.”
“Uma outra coisa, Cristo era um homem casado e o seu casamento teve uma enorme celebração.”
“Confesso que não páras de me surpreender… O Cristo casado… com quem?”
“Com a Maria Madalena!”
“A Maria Madalena?… Mas… ela não era uma prostituta?
“Mais uma vez… escrituras modificadas e remodeladas. A ideologia e as regras do catolicismo ditavam que os servidores de Deus não se deviam casar, acto de serviço total e incondicional a Deus. Ora, como o catolicismo adoptou Cristo, algo tinha de ser alterado com respeito ao seu estado civil. No entanto, a maneira como a Maria Madalena vos foi apresentada e aceite não deixa de ser engraçado. Ainda hoje a vossa sociedade condena a prostituição, no entanto, foi-vos vendido a ideia de que ela era uma prostituta santa, chamo engraçado porque até (colou?).”
“A Bíblia menciona que Cristo participou num grande casamento onde transformou a água em vinho. É deste casamento que tu falas?”
“Sim!, Esse grande acontecimento era o casamento de Cristo com a Maria Madalena. Devido à sua popularidade tu podes imaginar a amplitude desse casamento. Um pequeno pormenor que necessita de ser esclarecido, Cristo nunca transformou a água em vinho, trata-se de mais uma tentativa para fazer de Cristo um Deus.”
“Segundo o que me disseste até aqui, tentativas dessas não faltaram. Diz-me, eles chegaram a ter filhos?”
“Sim. A Maria Madalena engravidou. No entanto, Cristo nunca chegou a ver essa criança.”
“Interessante! Tu disseste que Cristo viajou ao oriente para aprender medicina, será que a sua doutrina também tem algo a ver com essa viagem?”
“Absolutamente! Quando eu te disse anteriormente que Cristo ensinava uma doutrina de simplicidade, baseada na inclusão e na liberdade responsável, ora, nada disso fazia parte do que o clero ensinava nessa época. Através dos ensinamentos complexos e contraditórios, eles diziam que sim, vós tendes a escolha, só que a escolha de que eles falavam limitava-se ao ‘inferno’ e ao ‘paraíso’, algo não muito claro como escolha.
Os ensinamentos de Cristo eram baseados na inclusão de tudo e de todos e ensinavam a responsabilidade do ser, a compreensão das acções e das consequências. Como tudo isso fazia parte de um plano, os Jardineiros dirigiam-no a locais, como a Índia e o Tibete para melhor desenvolver, não somente a medicina mas também a filosofia e muitos outros factores importantes da vida. Os ensinamentos de Cristo eram paralelos aos de Buda.”
“Queres com isso dizer que Cristo era Budista?”
“Poderíamos dizer que sim, mas deixa-me explicar. As palavras Buda e Cristo, são títulos que têm o mesmo significado. Buda é um nome Induísta que quer dizer ‘Iluminado’, por seu lado, Cristo é uma palavra grega que quer dizer, ‘Luz interior’. Como podes constatar, ambas querem dizer a mesma coisa. Se a verdadeira história de Cristo não tivesse sido tocada(trocada?) tu verias que ambos ensinaram a mesma coisa; a inclusão, a compaixão, a tolerância, a presença, a generosidade… ambos tiveram como missão iluminar, despertar a consciência humana através da compreensão clara da lei do karma. Até no próprio modo de ensino, Buda e Cristo preferiam ensinar em montanhas, ao ar livre.”
“Dizes que Cristo e Buda são nomes que querem dizer a mesma coisa, será que Buda também teve a mesma origem que Cristo? Quero dizer, no que diz respeito aos Jardineiros do Universo?”
“Sim… a vinda de mestres sempre foi preparada e guiada por uma consciência mais elevada, os Jardineiros, os criadores da forma.”
“Sempre nos disseram que foi Deus quem criou o céu e a terra…”
“Sim… eu sei. Mas mais uma vez te digo que as coisas não se passaram exactamente como estão escritas. Poderíamos dizer que Deus é toda a matéria utilizada, mas Ele deu-nos a livre escolha de ensamblar? todas as experiências que desejamos viver. O papel do Pai é de deixar viver o Filho.”
“Admito que todas estas informações são como voltar a aprender a andar. Uma coisa Rubert, porquê o Budismo, a Índia e o Tibete, há alguma razão particular?”
“São sociedades, civilizações antigas, que transportam a sabedoria e a filosofia através dos tempos. Viviam em função do aperfeiçoamento do espírito, para eles a religião era muito mais importante do que a politica. Eles sabiam que cada acção produz uma igual e oposta reacção, algo que é hoje muito falado na tua sociedade, como já tiveste a oportunidade de testemunhar. Como sabiam tudo isto, mudar, ou tentar alterar as escrituras sabias (sábias ?), era a última das suas intenções ou desejos. Por isso, tudo estava intacto. Cristo estudou e compreendeu a reencarnação. Era importante, porque este conhecimento trazia compreensão e esperança ao povo. Aprendeu também a meditação, algo que lhe era necessário para poder compreender a sua missão de vida. O passado, o presente e o futuro foram-lhe revelados. Foi assim que ele soube que a crucificação o esperava. No Tibete, Cristo recebeu tudo o que lhe era necessário para influenciar o movimento, do Homem ao Cristo, e depois voltou a Jerusalém para terminar aquilo que veio fazer; criar uma nova visão e o princípio de uma nova religião, iniciar uma nova era desenhada a levantar fronteiras e limitações impostas ao povo. Tratava-se de criar um despertar de consciências. Era a missão de Cristo, remover os véus da ignorância, ensinar a importância do Amor e da aceitação, ensinar os benefícios da cura e as consequências do mal.
Quando falava nas montanhas, ele transmitia palavras de amor, compaixão aceitação e da liberdade responsável do ser. Os seus discípulos cresciam diariamente em número e a sua palavra continuava a propagar-se. Muitos vinham de lugares remotos simplesmente para se sentarem, escutarem as suas palavras cheias de sabedoria e de conforto. Escutar Cristo era entrar num zona paradisíaca, os problemas do dia-a-dia eram simplesmente esquecidos. Ele explicava de maneira simples e compreensiva a justa lei do karma, os ciclos da vida e da morte assim como o processo da reencarnação. Cristo falava a verdade sem reserva alguma. Ele sabia que o seu tempo era limitado e curto, por isso ele trabalhava sem cessar.
Embora uma grande maioria das pessoas adorasse os seus ensinamentos, havia também aqueles que se queriam desembaraçar dele. Cristo falava a verdade. A verdade é Luz e a Luz pode ser vista e sentida de muito longe. A sua habilidade de ver através das máscaras e a sua capacidade de ler nas entrelinhas, era outro dos seus múltiplos talentos. Ele tinha uma percepção distinta, por consequência, era capaz de encontrar e trazer soluções aos problemas que nem sempre eram aparentes. Claro que tudo isso criava muita tensão no seio das tribos de Israel e como já te disse anteriormente, muitos atentados cobardes foram feitos contra ele.”
“Acabaram por conseguir, os romanos crucificaram-no. Gostaria agora que me explicasses a sua passagem da morte à ressurreição.”
“Cristo nunca ressuscitou, como também não morreu crucificado.”
“Cristo não morreu na cruz?… Não compreendo! Então se ele sobreviveu, porque é que nunca ouvimos falar dele? Porque é que não sabemos nada a seu respeito depois da sua suposta morte?”
“Como já te disse anteriormente a ressurreição não existe, aconselho-te mesmo a retirar essa palavra do vocabulário. Uma vez o cordão de prata cortado, o qual te liga à experiência de Deus, tu não podes voltar à vida física no mesmo corpo. Cristo apareceu alguns dias depois da sua presumível execução pela simples razão que nunca morreu. Se nada disto veio aos vossos ouvidos, foi porque ele teve de se exilar para não ser reconhecido por ninguém. Como todos o pensavam morto, ninguém o procurava.”
“Para onde é que ele foi?”
“De todas as viagens que ele fez à Índia, Cachemire era o lugar ideal para viver fora dos olhos de quem o poderia reconhecer. Foi em Cachemire que ele se instalou.”
“Rubert, agora compreendo o que querias dizer quando disseste para me preparar a grandes surpresas. Não somente me surpreendes mas também causas em mim uma enorme curiosidade. Bom, ele não morreu, mas foi crucificado?”
“Sim, Cristo foi crucificado!”
“Ai, ai, ai… cada vez estou mais confuso… tens de me explicar o que é que se passou.”
“Era essa a minha intenção António. Através da meditação e da comunicação telepática, Cristo foi informado da sua captura e de tudo o que iria acontecer a seguir. Por causa destas informações, antes da sua execução, um plano de fuga foi muito bem preparado.
Tanto as autoridades religiosas como os Romanos começaram a demonstrar sinais de impaciência e de intolerância. Começaram a ficar fartos das palavras de Cristo, que eram raramente a seu favor. Embora Cristo tivesse muitos discípulos, quando foi capturado, encontrou-se sozinho, abandonado, e contrariamente às escrituras, foi Judas e Tomás que se mantiveram próximo dele.”
“Mas, não foi Judas quem o traiu e Tomás quem duvidou dele?”
“Judas era diferente dos outros, tinha uma relação muito próxima e honesta com Cristo. Aliás, era uma relação que causava ciúmes aos outros e é por isso que nas escrituras ele foi classificado como traidor, história similar à de Maria Madalena. Sim, foi Judas quem delivrou ( denunciou?) Cristo às autoridades, não por traição, mas para ajudar a causa. Judas estava completamente convencido que o povo se iria manifestar e reagir contra a captura de Cristo e com a cidade cheia de homens de Barrabás, que também estava prisioneiro dos Romanos, ele presumiu que seria o tempo ideal para uma grande revolta. No entanto enganou-se, nada disso aconteceu, pior ainda, o Barrabás foi libertado, o que veio completamente arruinar o plano de Judas.”
“Há algo que eu não compreendo Rubert… tu dizes que foi Judas quem denunciou Cristo às autoridades, supostamente com um plano pessoal. Se assim é, imagino que ele estava ao corrente do suposto futuro que esperava Cristo… em vez de o entregar, porque é que ele não fugiu com ele?”
“Tentativas para o convencer a fugir não faltaram, mas o destino de Cristo estava decidido, Judas estava consciente disso mas não aceitava e foi por isso que ele agiu assim.”
“Tudo isso fazia parte do plano superior?”
“Claro que sim! Se Cristo tivesse fugido, a história seria completamente diferente, tão diferente que nem estarias a escrever estas palavras. Outra coisa, a missão de Cristo era baseada na difusão da paz, do amor e da fé e não o de promover a violência. Fazer com que o povo se revoltasse e houvesse derramamento de sangue, ia contra os seus ensinamentos. ( ou princípios?)
Depois de ter sido julgado e condenado, era a vez de Pilatos pronunciar o veredicto. Pilatos era um homem inteligente e justo, no entanto, a respeito de Cristo, as suas mãos estavam atadas. Poderíamos mesmo dizer que, Pilatos estava entre a espada e a parede no que diz respeito a esta situação. Ele gostava e admirava Cristo, mas jogar a seu favor colocava-o em má posição face ao Império, ao clero e perante uma grande parte do povo. Como Pilatos era um homem justo, ele decidiu participar no plano para libertar Cristo, condenou-o a ser crucificado em vez de lapidado. Ele estava consciente que ninguém poderia sobreviver à lapidação, mas a possibilidade de sobreviver na cruz era um facto, especialmente quando um plano para que isso acontecesse existia.”
“Porque é que dizes que uma grande parte do povo estava contra Cristo, eu pensava que ele era popular e que a maioria gostava dele?”
“Embora a doutrina e as faculdades de curar de Cristo fossem muito populares, haviam também muitos que não o apreciavam, como já te disse anteriormente. Mesmo hoje, 2000 anos depois, o povo Judeu, de onde ele é nativo, recusa aceitá-lo ou reconhecê-lo. Compreende que os ensinamentos de Cristo não faziam a unanimidade.
Quando o dia chegou, embora muitos chorassem, outros estavam bastante felizes de o ver morrer e finalmente calar-lhe a boca. Os Romanos fizeram-no transportar a sua própria cruz para o humilhar, mas não o conseguiram.
Depois da crucificação, todos os que assistiram, uns por pena e outros por felicidade, começaram a dispersar-se deixando atrás a família de Cristo. O guarda Romano, mandado por Pilatos, fazia também parte do plano. Ele fez o que lhe tinha sido dito, olhar, mas nada ver. A família apressou-se a tirar Cristo da cruz. Ele estava inconsciente e quase morto, tudo funcionou como planeado, excepto, um acto inesperado da parte de um Romano. No fogo do momento ao erguerem a cruz, este mesmo Romano espetou a sua lança no peito de Cristo. Felizmente, por causa da postura vertical e também da altura onde se encontrava, a lança não tocou no coração. Mas por causa da ferida, Cristo perdeu muito sangue.
José, um homem rico de Arimateia e discípulo secreto de Cristo, secreto porque temia os Judeus, estava encarregado do plano. Na realidade, José e Pilatos eram admiradores secretos de Cristo e era por isso que José tinha permissão de Pilatos para guardar o seu corpo depois da execução. Um túmulo novo tinha sido preparado especialmente para ele, oferta de José de Arimateia.
Tudo foi feito discretamente. O túmulo foi fechado, no entanto, o corpo de Cristo foi levado para um local secreto onde foi tratado e restabelecido, por essa razão o seu corpo nunca foi encontrado. Depois de tudo isto, uma reunião foi organizada onde Cristo falou ao grupo pela última vez, ditando o que esperava deles. Para não esquecerem e continuarem a propagar ( ou pregar?)os ensinamentos a propósito da verdade, do amor e da liberdade responsável, espalhar a boa noticia por todos os lados. Ao mesmo tempo avisou-os para terem muito cuidado, porque os Romanos não estavam prontos nem dispostos a perdoar aqueles que falavam em favor de Cristo.”
“Nem sei o que te dizer Rubert!… segundo o que estou a ouvir, estratégias espectaculares já existiam nesse tempo!”
“Poderias mesmo dizer que se aperfeiçoaram a partir dessa altura!”
“Hoje, muitos estão na crença que Cristo voltará. A Bíblia menciona também uma segunda vinda de Cristo e que essa vinda trará ordem e paz ao mundo. Qual é o significado destas palavras?”
« Trata-se apenas de uma interpretação, concebida para manter a esperança e alimentar os povos, mas na realidade trata-se apenas de uma fabricação religiosa para manter o povo à espera em vez de agir. Hás-de reparar que em todas as religiões ou ramificações existe um Messias, um profeta, um libertador, um salvador, no entanto, nem o salvador nem o Messias são seres separados, ou algo existente no exterior de vós, sois vós quando projectam na vossa frente a informação adquirida através das vossas experiências sob forma de sabedoria e de Luz. Agindo assim, tornam-se essência pura de Cristo, criando aquilo que chamam consciência Crística. Quando as escrituras dizem; ‘Cristo desce das nuvens e mostra-vos o caminho.’ O verdadeiro significado é; ‘As nuvens que vos impedem de ver claro, elevam-se acima das vossas cabeças – as nuvens do pensamento – assim verão a Luz – Cristo.’
A maioria das pessoas seguem-se uns aos outros, onde as multidões alimentam os líderes e os líderes alimentam as multidões, juntos criam um circulo vicioso ilusório. Correm todo o dia, rápido e vigorosamente, sem verdadeiramente ir a nenhum lado. Pensa um instante: noutros tempos as multidões eram forçadas a obedecer aos soldados e às lanças, hoje, a vossa sociedade não aceitaria tal comportamento, porque ela é civilizada, em vez de enviar soldados à vossa porta, o sistema em que vivem substituiu os soldados e as lanças pela televisão, que na realidade faz um trabalho muito mais eficaz. Através da televisão, vocês riem e vocês choram. A televisão pode guardá-los tranquilos ou agitados. Sem saberem, vós sois manipulados e programados à distância e tudo isso de maneira muito diplomática. O vosso sistema áudio, (stereo?)e televisão são desenhados a distribuir melhor as encomendas e a informação controlada até vós. Agora ao entrarem na era do computador, dos telemóveis e das mensagens teste, embora necessários e muito úteis, impedem muitos de vós de se aproximarem da natureza e da vossa própria essência. É por essa razão que muitos de vós se sentem vazios e prisioneiros. Permite-me fazer-te uma pergunta. Quanto é que tu és capaz de economizar por ano do teu salário?”
“Se adicionar tudo o que ganho, diria que economizo muito pouco!”
“Quanto é que é muito pouco?”
“Se formos prudentes nas nossas despesas, não te esqueças que temos duas crianças, diria talvez cinco por cento.”
“A realidade é que a maioria de vós tem um orçamento bastante justo, não contando aqueles que vivem no vermelho. A Luz, a consciência Crística, é ser capaz de ver e compreender que o sistema existe e que está desenhado para vos guardar em necessidade, para vos manter ocupados e no consumismo constante. Embora tudo isto possa parecer mau e uma forma de controle, o sistema foi criado por vós e destinado a criar obstáculos, desafios, lições para que possam fazer as experiências. Uma má decisão fornece a experiência e a experiência por seu lado leva-te a fazer boas decisões. Mais cedo ou mais tarde compreenderão que só vós mesmos quem vos poderá verdadeiramente libertar e que ninguém o poderá fazer por vós. Os mestres, como Cristo, Buda e muitos outros, vieram para mostrar o caminho, apontar a direcção, mas como já te disse muitas vezes, jamais eles farão o caminho por vós. Peguem em tudo o que vos é oferecido e se isso convém, então viagem através do tudo e libertai-vos.
Compreender que o sistema sois vós, que os problemas que enfrentam foram directamente e indirectamente criados por vós é em si iluminação. O consumismo em excesso obriga-vos a trabalhar mais, o que por sua vez rouba-vos a vossa liberdade de viver. No entanto, o consumismo pode ser controlado. Diz-me, do que é que tu necessitas verdadeiramente? Já pensastes em dar uma volta dentro da tua própria casa? Mesmo que o tenhas feito é provável que não tenhas visto grande coisa, agora, faz uma respiração, abre o teu terceiro olho, o olho da tomada de consciência, o olho da Alma e depois repete esse mesmo trajecto. Notaste as coisas que tens, que comprastes com a tua perca de liberdade e não usas, nem vês quando é que as poderias usar?”
“Realmente tenho várias coisas que não uso e não necessito, mas penso que todos nós temos. Porquê? Isso é algo de mal?”
“Não se trata de mal ou de bem, o que eu quero dizer é que uma grande quantidade de esforço e de tempo são necessários para adquirir todos esses objectos que não necessitas. Como tudo está interligado, quanto mais pensas necessitar, mais tens de trabalhar e fazer esforços para o obter. A vossa sociedade perpetua esses factos através da influência mediática. Essas necessidades viciosas e ilusórias estão na origem de muitos casos de depressão. Quantas vezes a vossa necessidade de ter, não é nada mais do que a necessidade de mostrar aos vizinhos, ou à família que também são capazes.
Muitos indivíduos no seio da vossa sociedade, queixam-se por não ter dinheiro suficiente. António, para atingir o nível Crístico é necessário ver claro. Ver as coisas como elas são e não necessariamente como a televisão ou o sistema vos mostra. O estado Crístico é o amor, a aceitação e a partilha.
O Cristo é Luz, a Luz é a verdade, a verdade é o amor e o amor é tudo o que procuram através das vossas múltiplas encarnações. As igrejas e os predicadores criaram um Cristo que serve os seus próprios objectivos. De facto, criaram um Cristo à sua própria imagem. Muitas divergências religiosas ligadas à Bíblia, embora muitos desacordos entre eles existam, partilham a crença que o Cristo é o único filho de Deus. Quando eu digo que eles criaram um Cristo à sua imagem, é simplesmente porque queriam que o seu Cristo fosse o verdadeiro. Como é que uma entidade de amor pode ser assim tão mal compreendida? Como é que a Luz pura pode ser assim tão escura? No entanto, se tu os escutares com atenção, tu verás que eles dizem todas a mesma coisa… ‘Cristo é o único caminho que nos leva ao Pai, a Deus. Ele nos mostrará o caminho da salvação…’ É verdade! A Luz, Cristo, e a libertação é que nos leva ao Amor. Se estiverem prontos a atingir a Luz, Cristo, verão o Pai, Deus.”
“Porque é que tem de ser assim tão complicado?”
“Quanto mais complicado, melhor!”
“Achas?”
“(riso) Sim!… quanto mais difícil, mais valor se lhe dá! António, como já te disse anteriormente, é necessário passar pela escuridão para compreender a Luz.”
“Sim, é verdade, é o meu lado humano que me leva a ver diferente.”
“Claro… foi por isso que escolheste encarnar como humano, é como o exemplo de Cristo, todos, mais cedo ou mais tarde farão a transição, o movimento do homem ao Cristo.”
“Sim, mas nada disso é fácil.”
“Eu sei!… não te esqueças que também vivi muitas vidas como humano, é por isso que simpatizo convosco.”
“Obrigado Rubert. Tu dizes que a ressurreição não existe, qual é a motivação atrás dessa crença? De onde é que ela vem?”
“Diversos factores estão na origem desta crença. Primeiro o Cristo pregava que nunca morreria, as razões eram que a Luz é eterna e por causa da reencarnação todos voltam da morte física. Antes de continuarmos, convido-te a ir dar uma vista de olhos à Bíblia. João capítulo 3, versículos, 3, 4, 5, 6, 7 e 8. Transcreve o que está:
[Jesus disse: ‘digo-vos em toda a verdade, a menos que nasçam de novo, não podem ver o reino de Deus.' Nicodemos respondeu: ‘Como pode um homem nascer, sendo velho? Será que pode entrar pela segunda vez no útero de sua mãe e nascer?' Jesus respondeu: ‘Eu digo em toda a verdade: A menos que alguém nasça da água e de espírito, não pode entrar no reino de Deus. O que tem nascido da carne é carne, e o que tem nascido do espírito é espírito. Não te maravilhes por eu te dizer: Vós tendes de nascer de novo. O vento sopra para onde quer, ouves o som dele, mas não sabes donde vem e para onde vai. Assim é todo aquele que tem nascido do espírito.']
Outro factor importante foi que alguns daqueles que estavam presentes na última reunião disseram que tinham visto Cristo depois da crucificação, criando assim uma quantidade de mitos e de crenças. No entanto, quem reforçou mais esta crença, foram os Romanos.”
“Os Romanos?!”
“Sim, deixa-me continuar. Depois da partida de Cristo, os seus discípulos assim como fiéis recusaram abandonar os seus ensinamentos. Muitos foram capturados e muitos foram usados para espectáculos em Roma. Os Cristãos serviram de entretimento para o público Romano e de pasto para os leões, crocodilos, tigres e treino para os gladiadores. Os tempos passavam e cada vez parecia haver mais Cristãos. Ora, como os Romanos não os podiam matar a todos, então decidiram integrar Cristo nas suas escrituras, escrituras essas que tinham pouco fundamento, poderíamos dizer que Roma tinha uma religião cansada e estagnada. É por essa razão que existe um velho e o novo testamento na Bíblia e é também por isso que os povos de Israel e Romano têm duas versões diferentes da passagem de Cristo. O novo testamento não existe nos Judeus.
Como o Império Romano tinha o poder indiscutível de mudar o que desejavam, muitos dos ensinamentos de Cristo foram alterados e manipulados à sua própria vontade. De o reconhecer como o Messias e admitir que erraram quando o crucificaram fazia também parte da estratégia Romana. O imperador romano Constantino foi o primeiro a adoptar o Cristianismo. Ele afirmou ter tido uma visão da Cruz Cristã onde estava escrito; ‘através deste sinal, tu conquistarás…’ em 313 AD, ele estabeleceu a tolerância e a integração total dos Cristãos em Roma.
Como todos os super-poders, os Romanos também tinham o hábito de pegar e modificar as coisas, no caso dos Romanos até os deuses não faziam excepção. Pega no exemplo de ZEUS, JUPÍTER e YAHWEH, o mesmo deus tirado dos Gregos e moldado pelos Romanos. Integrar Cristo nas suas escrituras e aceitá-lo como único filho de Deus, fez com que o poder deles aumentasse. Todos os que recusavam reconhecer o Cristo-Romano eram simplesmente mortos. Eventualmente, através dos anos e com a morte de muitos, o Cristianismo Romano deixou de ser contestado. Quanto às escrituras verdadeiras e autênticas, ainda hoje existem, mas estão muito bem escondidas atrás de portas bem fechadas e bem proibidas.”
“Posso saber onde?”
“A maioria desses manuscritos estão nas caves do Vaticano em Roma, mas há muitos outros um pouco por todo lado, guardados secretamente pelas entidades religiosas.”
“Dizes que Constantino recebeu uma visão que lhe disse para conquistar atrás do sinal da cruz. O que é que ele fez com isso?”
“Nada! Constantino morreu pouco depois disso. No entanto, o sinal da cruz é em nome de Cristo, milhares e milhares de pessoas foram massacrados e varridos da existência através dos últimos tempos neste planeta.”
“Triste verdade!… Rubert, voltando um pouco atrás, o que é que aconteceu depois de Cristo ter partido?”
“Cristo, Judas, Tomás e mãe Maria, foram para Cachemire, encontrar a tribo de Benjamim que os esperava. Maria Madalena, grávida, José de Arimateia com um pequeno grupo de homens e mulheres fieis a Cristo, dirigiram-se para o norte, para um local chamado hoje, França. Depois de Maria Madalena ter tido a criança, esse mesmo grupo deslocou-se por via marítima em direcção ao que se chama hoje Escócia.”
“Porque é que tiveram de se dividir em dois grupos? Porque é que Cristo e o seu grupo não acompanharam a sua esposa em vez de irem para Cachemire?”
“Segundo as directivas dos Jardineiros, era assim que tinha de ser. Eles tinham todos destinos específicos e diferentes a cumprir. E mais, Cristo tinha receio que se ficassem juntos, correriam perigo de morte. Ele sabia que nessas paragens mais cedo ou mais tarde seria reconhecido. Cristo mudou o seu nome, passou a chamar-se, Yosseph Yassaf, tradução, José do Deserto ou José de lado nenhum, em Cachemire ele continuou a ensinar a reencarnação e as vias da Iluminação. Jesus Cristo morreu por volta dos seus (noventa anos ?).
O grupo de José de Arimateia estava destinado a preencher a missão que os Jardineiros tinham planificado. Tornaram-se a tribo perdida de Israel, cuja missão era de educar, mudar e cultivar a consciência humana. José de Arimateia e aqueles que o acompanhavam não eram um grupo qualquer, eles detiam em si muitos conhecimentos e sabedoria, tinham consigo as instruções e directivas de Cristo afim de poderem concretizar a missão.
Os seus ensinamentos espalharam-se através dos discípulos que eventualmente se dispersaram em várias regiões, a quem chamam hoje Reino Unido. José de Arimateia vem a ser o pai do Cristianismo e inaugura o Instituto de Glastonbury, associado com a tradição dos Druidas, sacerdotes anciões célticos que veneravam a natureza, predicavam a imortalidade e a transmigração da Alma, a reencarnação e a astronomia.
Glastonbury, está situada a sudoeste de Somerset e estava associada a Avalon, ilha paraíso da vossa mitologia Céltica, o domicílio do vosso legendário Merlin e da feiticeira Morgan le Fay, irmã do Rei Artur. Glastonbury é o sítio onde José de Arimateia funda a primeira Igreja Cristã de Inglaterra e é nesse mesmo lugar que se encontra o túmulo do Rei Artur. A tribo perdida estava destinada a ser muito poderosa com a possibilidade de expandir e espalhar o progresso na terra inteira. Em 1906, o Império Britânico ocupava um quinto das terras da superfície (do Planeta?) e tinha uma população de 400 milhões de pessoas, sem contar os Estados Unidos da América, onde os membros desta tribo estão em forte crescimento.”
“Será por essa razão que o povo Britânico foi um povo bastante poderoso?”
“A pergunta seria, porquê eles?… agora sabes porquê!”
“Estou a ver, a Bíblia faz menção a doze tribos de Israel: a tribo de Juda, Simeão, Rubem, Gade, Manasses, Benjamim, José, Issacar, Zabulao, Aser, Naftali e Levi. O José que vejo aqui é o José de Arimateia?”
“Não. O grupo de José de Arimateia não está mencionado na Bíblia como tribo. A tribo de José de Arimateia seria a 13ª tribo de Israel, a tribo perdida, herdeira da terra.”
“Herdeira da terra!? Não compreendo, segundo as tuas palavras Rubert, todos nós somos herdeiros legítimos… não somos?”
“Sim!… o que eu quero dizer é; herdeira da Nova Era – Nova Era de consciência. No entanto, mesmo depois de 2000 anos, muito trabalho resta por fazer. Toda a sabedoria e conhecimento que lhes foram transmitidos, não mudaram certos aspectos cruciais. O poder continua a ser abusado e a abundância a não ser partilhada. Vós sois ricos e capazes de curar o planeta, mas não o fazem, em palavras sim mas em actos não. Hoje mais do que nunca banham-se na informação que foi inicialmente transmitida pela 13ª tribo. Continuam a guardar uma boa distância entre vós e o bom-senso. Detêm o poder mas não o usam de maneira sábia.”
“Mas porque é que somos assim?”
“Porque estão convencidos e agarrados à vossa individualidade. As vossas intenções são de governar através do ego e não do Espírito. O ego promove o individualismo; ‘…eu sou mais importante que…’ ‘…eu sou melhor que…’ quando vivem no ego desligam-se da fonte, da Luz, de Deus. Quando funcionam a partir do espírito, então compreendem que fazem parte do todo, do absoluto e que não sois um ser humano mas sim, um membro da humanidade.”
“Qual é a diferença?”
“A inclusão e a paz de espírito! No dia em que compreenderes que tu és parte integrante da humanidade, automaticamente páras com a competição. Tu compreenderás e aceitarás que cada um de vós tem algo de particular a partilhar e não necessariamente a competir. Tudo é uma réplica do grande universo, o teu corpo físico também contém múltiplos elementos diferentes que contribuem à forma que tu vês todos os dias em frente ao espelho. No interior dele, tu encontras um coração, um fígado, rins, pulmões, ossos, etc… no entanto, tudo está em perfeita harmonia e não em competição. O teu coração, assim como todos os outros, conhecem muito bem a sua função e ao mesmo tempo reconhecem a necessidade que têm uns dos outros.”
“Compreendo, mas não é o que se passa verdadeiramente no nosso mundo, por vezes penso que nunca tivemos assim tão divididos.”
“É um facto, recusar reconhecer os vossos irmãos, é recusar reconhecer-vos a vós próprios. Imagina uma enorme tigela de sopa que todos juntos cozinham e que comeis dela. Embora muitos de entre vós não gostem do gosto da sopa, são poucos os que estão dispostos a modificar os ingredientes que cada um de vós pessoalmente e socialmente põe nela. Enquanto for somente um pequeno grupo de vós que está pronto e disposto a mudar os ingredientes, a sopa em geral terá mais ou menos o mesmo gosto. Todos querem amor nessa tigela, no entanto põem ódio dentro. Todos querem segurança nessa tigela, mas põem insegurança. Enquanto negarem Cristo, a Luz, que está em vós, o sabor da sopa é sempre o mesmo. Cada um de vós tem o poder de mudar o mundo, o único esforço que têm a fazer é simplesmente querer com intenção. A 13ª tribo é forte na América do Norte, na Europa Ocidental, na Austrália e na Nova Zelândia. Saibam (ou sabem?) que são ricos e poderosos, são os herdeiros da Nova Era! No entanto, a vossa força e a vossa habilidade mudaram as vossas energias, as vossas intenções e focalização, que em volta criou a instabilidade que tanto temem. Estão dispostos a gastar biliões para a defesa e destruição, quando a compreensão e a igualdade custaria milhões a menos. Agindo assim, mesmo as catástrofes naturais começariam a desaparecer, porque elas são manifestações da Mãe Terra perante o mau comportamento das suas crianças.”
“Estás-me a dizer que as catástrofes naturais não são naturais?”
“Somente o Amor é natural António, tudo o resto são círculos de acções e reacções. A amplitude da catástrofe demonstra a magnitude dos desacordos entre vós. Tudo é reflexo das vossas próprias acções e comportamentos, mesmo a Mãe Terra. Se crêem que nada acontece por acaso ou por acidente, então também devem reconhecer que as reacções da Mãe Natureza não são por acaso. Muitas das vossas escrituras, ditas sagradas, declaram que vós sois o sal da terra e é verdade! A presença do sal altera o sabor da vossa sopa e faz uma diferença no vosso meio ambiente.”
“Sim e segundo o que vejo não se trata verdadeiramente da diferença que gostaríamos de ver. Rubert, a 13ª será que vai ser capaz de ter sucesso nesta missão?”
“O sucesso é sempre relativo, pela simples razão que tudo o que é feito, serve uma causa e produz um resultado ( efeito ?). Nós não olhamos nada como insucesso, simplesmente uma lição aprendida, seja progresso de evolução e estagnação. Cada movimento na terra é activado por uma energia negativa ou positiva e cada uma delas cria uma experiência. A integração de Cristo na terra pode ser vista como sendo um projecto extremamente positivo. Num mundo de relatividade, desvios ao longo da viagem são de esperar. A 13ª tribo começou a sua viagem e é a causa de tudo o que vêem e pensam neste mundo moderno. Ela criou os ricos e os pobres, a abundância e a miséria, a felicidade e a tristeza. Ela começou a viagem tal como temos falado, no entanto, toda a viagem tem um fim e esta prepara-se para terminar.”
“O que é que tu queres dizer com isso Rubert?”
“António, através da sua existência, a terra proveu à Alma muitos ciclos e oportunidades para poderem jogar e evoluir. Como em todos os jogos, o terreno de jogo acaba por se deteriorar e necessita de tempo para se restaurar, o jardim que chamais terra, começa a estar danificado. A intensidade do vosso jogo criou este estado de ser, brevemente ela vai necessitar de repouso.”
“Fazes-me medo com essas palavras.”
“Não tenhas medo, apenas aproveita o passeio. Reconhece o que se produziu, o que se produz e o que se produzirá. Se a morte é a tua preocupação, acho que já discutimos o suficiente a respeito da morte. Compreende o porquê da tua presença aqui neste momento no tempo. É uma experiência magnífica e extraordinária a atravessar. António, todos os olhos da galáxia estão virados para a terra, onde tu decidiste estar neste momento.
O Outono aproxima-se, tudo começa a refrescar, as folhas vão cair e a natureza vai repousar. Há sempre uma Primavera depois do Inverno. Há sempre nascimento depois da morte.”
“Rubert, as tuas palavras parecem anunciar o fim do mundo. Não sei se sabes, mas começas a inquietar-me.”
“António, analisa que tudo é cíclico. O mundo não tem fim, mas os ciclos sim. Mais uma vez estás a tentar encontrar um sentido para tudo isto através de um cérebro humano. Quantas vezes eu te disse para visualizares a existência através dos olhos da Alma. Compreende que tudo o que nasce ‘morre’, embora a morte esteja na ilusão. Ora, tudo o que tu vês, tocas, foi criado e eventualmente terminará. Tu vives num mundo de causa e efeito, todas as causas e efeitos não são nada mais nada menos do que experiências e todas as experiências estão sujeitas à dissolução.”
“Mas o que é que acontecerá à iluminação, ou às nossas Almas? Se tudo o que foi criado acaba por se dissolver, quer dizer que mais cedo ou mais tarde a Alma também se dissolve!”
“Eu disse-te que tudo o que foi criado dissolve-se. Nem a iluminação nem a Alma foram criadas. A iluminação é algo que tu atinges e não algo que tu crias. Com respeito à Alma, ela também não foi criada, trata-se apenas de uma expansão – uma expansão da Fonte – do corpo Celeste – da Consciência Cósmica – aquilo que aprenderam a chamar Deus.”
“Quer dizer que o meu EU superior não foi criado?”
“Certo!… Tu, como todos os outros, são frequências individuais do Absoluto.”
“Confesso que tudo isto é bastante complicado!”
“Diria antes… complexo!… e não necessariamente complicado. Um pouco como a álgebra na primeira vez que és confrontado com ela.”
“Compreendo! Rubert, quanto tempo falta para terminar este ciclo?”
“Eu não te posso responder a essa pergunta António, não me é permitido pela lei divina. Seria uma interferência que não te traria nada de bom… nada! Uma resposta poderia pôr a tua evolução em jogo. A vida deve ser um jogo misterioso e tu deves aprender a abraçar e a saborear esse mistério.”
“Eu compreendo e aceito. Disseste que a 13ª tribo herdou a terra. Hoje, existem muitas religiões que vivem essa crença, muitos dos seus adeptos dizem-se os ‘eleitos’, convidam-nos a seguir a palavra de Deus, porque ao seguir a palavra de Deus seremos salvos e finalmente herda-mos a terra. O que é que tens a dizer a propósito destes ditos.”
“Como já te repeti imensas vezes, Deus não é um ser separado de nós. Ele não está acima de nós. Ele não tem palavra. Ele não é ‘ELE’, não é uma entidade palpável. Vai dar uma vista de olhos à Bíblia: Revelação capítulo 22: versículo 13.
[‘Eu sou o Alfa e o Ómega, o primeiro e o último, o princípio e o fim.']
Deus é TUDO António. Ser capaz de herdar a terra, não é a palavra de Deus que tu deves seguir, mas sim aprender a viver e a respeitar a terra. Hoje mais do que nunca os povos aprenderam a exigir ‘os seus direitos’, muito bem, no entanto o tempo chegou para eles de reclamar ‘as suas responsabilidades’.”
“Trata-se de uma má interpretação criada pelas religiões.”
“Não! Trata-se de uma má interpretação criada por vós, através das religiões!”
“Sim! Somos sempre nós atrás de todas essas coisas. Rubert há algo que tenho um pouco de dificuldade em entender. Tu dizes que Deus é tudo e nós somos Deus, correcto?”
“Correcto!”
“Depois, é como se apontasses o dedo aquilo que fazemos, ou não fazemos, assim como a nossa maneira de jogar o jogo, à falta de responsabilidade enfim, tudo o que falámos até aqui. Se Deus é tudo e tudo é Deus, incluindo as nossas experiências, então tudo está correcto, mesmo não parecendo estar… não sei se me faço entender, espero que sim, porque eu próprio tenho uma certa dificuldade a pôr em palavras esta minha pergunta.”
“Compreendo muito bem o que queres dizer, aliás, estou surpreendido que não tenhas feito essa pergunta há mais tempo. Deus é o tijolo, o cimento, os barrotes, a água, os canos, o ferro, a areia, os pregos, os parafusos, os fios, o gesso, as telhas, a tinta, as lâmpadas e tu. Trata-se de construir uma casa. Eu não sou o engenheiro ou o arquitecto, sou apenas um guia que vem de casas já feitas ajudar-te a fazer a tua. Por exemplo, dou-te aqui cinco palavras para fazeres uma montagem. ‘cão – o – João – mordeu – no’, Poderias escolher esta ordem, ‘o – João – mordeu – no – cão’ mas como esta sentença é improvável eu aconselhava-te a rever a frase e usar a sequência seguinte, ‘o – cão – mordeu – no – João’.
António, embora por vezes pareça ser isso, estar a apontar o dedo, acho que já sabes que não é isso que estou a fazer. Apenas te estou a dar informações para poderes pôr ordem na tua vida e evoluir no teu destino. Como o teu destino faz parte do destino de Deus, o que está a acontecer aqui, é que, mais uma SECÇÂO de DEUS se está a aperfeiçoar. As frequências são cores e sons no universo, quando as cores e os sons estão em perfeita sintonia obtemos uma maravilhosa sinfonia, uma obra de arte finalizada. Para isso, é necessário ensaiar, ajustar, iluminar, integrar… compreendes António?”
“Sim, compreendo perfeitamente bem, não sabes o quanto isso me (matracava) (inquietava?)na cabeça. Obrigado por me teres esclarecido. Rubert, não sei se esta pergunta é apropriada, mas tenho de a fazer, penso que não dormiria hoje se não te fizesse esta pergunta. Eu sou um membro da 13ª tribo?”
“És hoje e já o foste duas vezes nestes últimos 2000 anos. António, esta tribo conheceu os seus altos e baixos dos quais tu fizeste parte. Embora não te lembres de nada disto, o sentimento, a atracção estão no teu interior e é por essa razão que tu tanto queres servir a Luz.”
“Não compreendo bem o que queres dizer com os altos e baixos. Será que sou culpado de algo que não me lembro?
“António, penso que já conversamos o suficiente no que diz respeito às vítimas e aos culpados, nada disso é real, somente a experiência reina. Todos giram à volta das experiências, umas vezes fazem coisas que classificam de más e outras de boas. Quando eu digo que a 13ª tribo conheceu os seus altos e baixos, eu queria apenas dizer que tu participaste nos dois lados e é por isso que tu queres tanto viver o lado positivo hoje. Tu seguiste o Cristo, tu negaste e duvidaste do Cristo, tudo isso para amares e compreenderes neste momento o Cristo.”
“Compreendo. É que eu tenho sempre a tendência a pensar que sempre fui o que sou agora, que sempre tive estes valores.”
“Eu compreendo-te, mas esses valores que tu falas, foram gravados em ti através da tua caminhada de evolução e é assim para todos nós António. Um plano é traçado, o universo apresenta-nos diversas escolhas, mas antes de sermos capazes de escolher sabiamente é-nos necessário experimentar tudo, umas vezes na alegria e outras na tristeza.”
“Compreendo. Tens algum conselho para me dar?”
“Sê prudente, não deixes os teus conhecimentos espirituais dilatarem o teu ego. A iluminação vem da sabedoria espiritual e não dos conhecimentos espirituais. Os conhecimentos são como o ouro no seu estado puro. Primeiro tem de ser queimado, depois batido e só depois é que se transforma numa jóia… a Sabedoria e o Conhecimento eram a diferença entre Cristo e os altos sacerdotes.”
“O que é que eu devo fazer para reconhecer a diferença entre um e outro?”
“Tu podes decidir seguir os ensinamentos de Cristo e de Buda. Mas o mais importante é continuares a seguir o teu coração. Segue aquilo que sentes e não necessariamente aquilo que vês. Se a tua descoberta espiritual te leva ao amor e à inclusão, ora não precisas que eu te diga que isso é sabedoria. Se ao contrário, os teus conhecimentos te levam à exclusão e a ser selectivo, então sabes que estás a julgar. Todo aquele que julga tem ainda caminho a fazer para chegar à sabedoria. As organizações religiosas ensinam o conhecimento espiritual, eles ensinam e vendem paz, mas distribuem a guerra. Quando tu fazes algo porque Deus te ordenou fazer, tu fazes, não necessariamente porque queres, mas por causa do medo que tens daquilo que Ele te poderá fazer.
Se tu paras num cruzamento onde há um stop porque tens medo de apanhar uma multa, a verdadeira razão porque deves parar escapa-te. O sábio pára por causa daquilo que pode acontecer naquele cruzamento, haja ou não um stop.
Tu deves partilhar os teus pensamentos e as tuas ideias sem intenção de as impor, é esta a diferença entre o ego e o espírito. Se tu sentes a necessidade de provar a tua espiritualidade, então toma conhecimento que é o teu ego à procura de atenção. Tu não tens nada a provar, a explicar, a defender ou mesmo a justificar. As rochas não tentam ser rochas, como as montanhas não tentam ser montanhas. António, tu não deves tentar ser espiritual ou de (infligir?)a tua espiritualidade, (flui?) com a vida e vive todos os teus momentos presentes. Todos aqueles que necessitarem dos teus conselhos, das tuas informações ou da tua sabedoria, procurar-te-ão.”
“Obrigado Rubert por tudo o que me tens transmitido e ensinado, agradeço o teu tempo, a tua compreensão e sobretudo a tua paciência para comigo. Graças a ti, tenho hoje uma nova perspectiva perante a minha vida e a vida dos que me rodeiam. Através dos meus anos de vida contactei uma multidão de pessoas e de circunstâncias. Como ser humano, reagi muitas vez sem reflectir e de maneira impulsiva, às pessoas e às circunstâncias. Começo a compreender agora que o impacto é sempre positivo mesmo quando parece negativo. Tu mostraste-me a Luz.”
“Não necessitas de me agradecer. Foi um acordo e uma decisão mútua entre nós. O teu agradecimento para comigo, se desejas isso, é continuares a viver a tua vida com humildade e integridade. Exprime a tua identidade com Amor e abertura. Abre o teu coração e recita, durante 33 dias CONSECUTIVOS, em voz alta esta oração, se falhares um dia, recomeça de novo António, verás o que acontece ao fim de 33 dias.
Sabe que o meu amor está sempre contigo António. Até sempre.”
“Obrigado Rubert, sabe que te amo muito e que te considero o meu fiel companheiro.”
ORAÇÃO
Hoje avanço para tocar no Cristo que está em mim.
Tendo a certeza que o Cristo em mim
avança para tocar em mim.
AMEN !